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26/05/2020
Riscos do Bisfenol A (BPA) para a saúde
Data?1569950176
by: Caffeine Academy
Riscos do Bisfenol A (BPA) para a saúde
Riscos do Bisfenol A (BPA) para a saúde
O que você vai ler aqui:
  • O que é bisfenol A
  • Bisfenol A nas embalagens
  • Como diminuir o contato com o Bisfenol A

Onde você costuma tomar o seu café? Atenção aos recipientes plásticos

Você é daqueles que costuma tomar café em copos descartáveis ou colocar vasilhas plásticas no micro-ondas?

Se liga nas informações a seguir e deixe esses hábitos de lado!

O bisfenol A (BPA) é um produto químico sintético muito utilizado para fazer plásticos de policarbonato e resinas epóxi.  O policarbonato é um polímero que apresenta alta transparência e resistências térmica e mecânica. 

Assim, o bisfenol A pode ser encontrado em copos infantis, vernizes utilizados para revestimentos de embalagens metálicas de alimentos (latas de alimento em conserva), recipientes para armazenar comida, garrafas de água e de refrigerante, brinquedos de plástico, produtos de cosmética e papel térmico.

A principal via de exposição ao BPA é através da ingestão dietética. Mas a exposição também pode ocorrer a partir da lixiviação do produto químico dos recipientes plásticos de policarbonato ou dos revestimentos em latas de alimentos e bebidas.

Quando os recipientes plásticos com BPA entram em contato com alimentos muito quentes ou quando são colocados no micro-ondas, o bisfenol A presente no plástico contamina o alimento e acaba sendo consumido juntamente com a comida.

A exposição parece onipresente entre a população dos Estados Unidos, com níveis detectáveis ​​de BPA em mais de 90% das amostras urinárias do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição de 1988 a 1994 (NHANES III). A meia-vida do BPA é curta, com eliminação dentro de 24 horas. Dito isto, a exposição é essencialmente contínua.

Como identificar o bisfenol A nas embalagens

Para identificar produtos que contenham bisfenol A, observe nas embalagens a presença dos números 3 ou 7 no símbolo de reciclagem do plástico. Esses números representam que o material foi feito utilizando o bisfenol. O selo BPA FREE garante que aquele produto é livre da substância.

Dicas para diminuir o contato com o bisfenol A

Para evitar a ingestão do bisfenol A, deve-se ter alguns cuidados como:

  • Não aquecer no micro-ondas os alimentos guardados em recipientes de plástico que não sejam BPA free;
  • Evitar recipientes de plástico que contenham os números 3 ou 7 no símbolo de reciclagem;
  • Evitar o consumo de comida enlatada;
  • Usar recipientes de vidro, porcelana ou aço inoxidável para colocar comidas ou bebidas quentes.

Porque você deve evitar o bisfenol A

A polêmica sobre o BPA surgiu a partir de estudos recentes que levantaram dúvidas quanto à sua segurança, inclusive sobre sua atividade semelhante ao estrogênio, atuando como um disruptor endócrino. Além disso, o consumo excessivo dessa substância tem sido ligado a maiores riscos de doenças como câncer de mama e de próstata.

Estudos em animais demonstram uma ampla gama de efeitos adversos do BPA no desenvolvimento e na reprodução, incluindo aumento da resistência à insulina e obesidade, desenvolvimento cerebral alterado, desenvolvimento alterado da glândula mamária e da próstata, espermatogênese diminuída e problemas no útero. 

Estudos in vitro também levantam a possibilidade de que a exposição ao BPA possa interferir nos processos de divisão celular, o que pode traduzir in vivo para uma maior prevalência de subfertilidade e perda precoce da gravidez. No entanto, os dados epidemiológicos em humanos são mais limitados, pois muitos dos estudos realizados com o intuito de comprovar os malefícios do bisfenol A no organismo ainda encontram algumas dificuldades metodológicas.

Em 2006, o National Institutes of Health (NIH) e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) convocaram uma reunião de especialistas para responder às preocupações sobre os efeitos negativos à saúde identificados em estudos experimentais in vitro e em animais, que ocorreram em "baixas doses" de exposição (isto é, dentro da faixa de exposição humana típica). A declaração do painel de consenso concluiu que, mesmo na ausência de dados humanos extensivos, era prudente reduzir a exposição enquanto a pesquisa com seres humanos continuava a avançar (o princípio da precaução).

Uma revisão de literatura de 2016 concluiu que o BPA estava associado a efeitos negativos sobre a fertilidade feminina. Em um dos estudos incluídos, houve uma coorte de casais submetidos a tratamento de infertilidade, e tanto a concentração de BPA urinária quanto a sérica se correlacionaram inversamente com o parâmetros de fertilidade femininos.

Essas questões abriram discussão sobre o assunto em diversos países, demandando posicionamento de órgãos reguladores como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 2010 a OMS realizou uma reunião com especialistas de vários países para discutir o assunto e a conclusão do relatório, em resumo, alega que a exposição humana ao BPA é muito inferior aos níveis que causariam preocupações, e que sendo assim, a exposição a baixas doses de BPA não resultaria em problemas a saúde. Afirmaram, ainda, que poucos estudos mostraram associação de desfechos emergentes (como desenvolvimento neurológico específico ao sexo, ansiedade, mudanças pré-neoplásicas nas glândulas mamárias e próstata de ratos e parâmetros visuais do esperma) com doses mais baixas de BPA.

Sendo assim, há uma divergência entre quem defenda o horror do bisfenol e há quem afirme que nada foi comprovado contra ele, inclusive dizem que a quantidade que migra do plástico para a comida é tão mínima, que não afeta o cotidiano de alguém.

Porém, muitos especialistas acreditam que o BPA se comporta como hormônio estranho no corpo, imitando a ação do estrógeno e causando desequilíbrio no sistema endócrino. Esse desequilíbrio é responsável por acarretar vários problemas, com: obesidade, alterações neurológicas, infertilidade e puberdade precoce.

A comercialização de produtos para crianças, como mamadeiras, com esta composição já foi proibida em vários países, inclusive no Brasil. Essa atitude, portanto, denota certo receio quanto à contaminação por bisfenol A. Caso o BPA não fosse motivo de preocupação, condutas como esta não seriam adotadas.

Diante das evidencias e das divergências expostas, mesmo que ainda faltem evidências científicas mais consistentes e estudos em humanos que solidifiquem a relação direta entre contaminação por bisfenol A em baixas doses e o surgimento doenças, é importante evitar o consumo de produtos que contenham essa substância, pelo menos até que estudos mais consistentes sejam publicados- o mesmo princípio da precaução utilizado no painel de consenso do NIH / EPA de 2006.

Então, na hora de tomar o seu SuperCoffee, opte por copos de vidro, porcelana ou aço e diga “adeus” aos copinhos plásticos com bisfenol A. Assim, você aproveita os incontáveis benefícios presentes no SuperCoffee sem se preocupar com a exposição ao BPA. Bem melhor, não?



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AUTOR:
Caffeine Academy
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REFERÊNCIAS